África positiva está realmente na moda!

Rui Neumann

A edição de Setembro da revista Geo é dedicada inteiramente ao Continente Negro. O maior destaque vai para Angola, mas também para o “boom” tecnológico africano e o ensino universitário no continente.

No entanto, o que mais chamou a minha atenção são os cinco megaprojectos na área do ambiente que já estão em curso: Uma muralha «verde» de 7.000 km que atravessa a totalidade do Sahel (onze Estados) que pretende travar a progressão do deserto; Um canal de 1.300 km na República Centro Africana que terá como missão manter vivo o Lago Chade (este lago que ocupava um superfície de 25.000 km2 em 1964 está hoje reduzido a 2.500 km2); Construção de uma mega central fotovoltaica no Saara que se estenderá de Marrocos à Líbia e que permitirá em 2050 fornecer 15% da energia que a Europa necessita; Construção ao longo de 165 km de um parque eólico (com 365 turbinas eólicas) que abastecerá 20% da energia consumida no Quénia; Criação da maior reserva do planeta, localizada na junção de Angola, Namíbia, Botsuana, Zimbabué e Zâmbia numa área de 300.000 km2 que irá fundir 14 parques nacionais.

Quando se fala na balcanização de África estes megaprojectos contrariam esse “cliché” dado que todos são transnacionais. Sim! A África está em movimento.

via Wall Photos.

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